Pazolini lidera, Hartung ressurge e Casagrande domina o Senado: o novo xadrez político do Espírito Santo em 2025

A mais recente pesquisa de intenção de voto no Espírito Santo redesenha o tabuleiro político capixaba e indica uma disputa marcada por nomes experientes e uma base eleitoral em transição. Os números revelam uma corrida ao governo estadual pulverizada, com destaque para a força do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), o retorno de Paulo Hartung (PSD) como figura competitiva e a consolidação do governador Renato Casagrande (PSB) como liderança com alta aprovação e potencial de influência no cenário de 2026.

Equilíbrio na disputa pelo governo

No primeiro cenário testado para o Palácio Anchieta, Lorenzo Pazolini aparece à frente com 27%, seguido de Ricardo Ferraço (26%) e Sérgio Vidigal (11%). Arnaldinho Borgo (11%) e Helder Salomão (5%) completam o quadro.

O equilíbrio entre Pazolini e Ferraço sinaliza um eleitorado dividido entre dois polos de perfil administrativo e moderado, sem traços de radicalização ideológica. Já Vidigal e Helder enfrentam maior resistência: o petista, por exemplo, apresenta a maior rejeição da pesquisa, com 42% dos eleitores afirmando que não votariam nele de forma alguma.

Hartung reaparece e muda o jogo

A entrada do ex-governador Paulo Hartung em cenário alternativo altera por completo a configuração eleitoral. Sem Pazolini na disputa, Hartung lidera com 33%, seguido de Ferraço (27%) e Arnaldinho Borgo (14%).

O desempenho demonstra que, mesmo após anos fora das urnas, Hartung preserva capital político e imagem positiva junto ao eleitorado. Sua alta votabilidade (58%) o posiciona como um nome capaz de disputar o governo com competitividade, caso decida voltar ao centro do tabuleiro.

Votabilidade revela quem pode crescer

A pesquisa de votabilidade reforça a força de Pazolini e o espaço de Hartung e Ferraço. O prefeito de Vitória soma 58% entre os que “votariam com certeza” ou “poderiam votar” nele — o melhor índice entre todos.

Hartung aparece logo atrás, com 58% também, e Ferraço registra 56%. Esses percentuais demonstram um cenário em que os eleitores valorizam perfis técnicos e experiências administrativas. Em contrapartida, Vidigal e Helder têm índices de rejeição mais altos e baixa penetração fora de seus redutos.

Casagrande domina o cenário para o Senado

Se a disputa pelo governo ainda é aberta, o quadro para o Senado é de clara hegemonia de Renato Casagrande. O atual governador lidera isoladamente tanto no primeiro cenário (33%) quanto no segundo (31%), superando nomes de peso como Paulo Hartung (21%), Sérgio Meneghelli (11%) e Fabiano Contarato (8%).

Além disso, Casagrande ostenta 81% de aprovação pessoal e 51% de avaliação positiva de governo, índices raros em um contexto nacional de desgaste político. Esses números sustentam sua força eleitoral e o consolidam como um dos principais fiadores de estabilidade política no Estado.

Um eleitorado pragmático e avesso a extremos

A leitura geral dos dados mostra um Espírito Santo fiel à sua tradição de equilíbrio político e moderação. O eleitor capixaba valoriza experiência e gestão — dois fatores que explicam o desempenho de Pazolini, Ferraço, Hartung e Casagrande.

A ausência de nomes fortemente ideológicos nas primeiras posições reflete um comportamento pragmático: o eleitor busca competência, não confronto. Em um cenário de polarização nacional persistente, o Espírito Santo mantém seu perfil próprio — estável, racional e centrado em resultados.