Lula lidera no primeiro turno, mas segundo turno revela disputa acirrada com Flávio Bolsonaro
A mais recente pesquisa nacional de opinião pública traça um retrato claro, e ao mesmo tempo complexo, do cenário presidencial de 2026. O levantamento mostra um eleitorado ainda dividido, com liderança consolidada do presidente Lula no primeiro turno, mas com margens estreitas em cenários decisivos de segundo turno, especialmente diante de Flávio Bolsonaro.
O dado central é simples: há favoritismo, mas não há definição.
Espontânea: Lula à frente, mas com alto índice de indefinição
Na pergunta espontânea, quando o eleitor responde sem acesso a uma lista de nomes, Lula aparece com 29% das citações. Flávio Bolsonaro surge em seguida com 19%.
Outros nomes aparecem de forma residual: Jair Bolsonaro (4%), Ratinho Jr. (2%), Tarcísio de Freitas (2%) e Ciro Gomes (1%).
O dado mais expressivo, porém, está fora dos nomes: 26% não souberam responder e 15% declararam voto branco, nulo ou em ninguém. Somados, são 41% de eleitores sem escolha consolidada, um contingente capaz de alterar significativamente o cenário ao longo da campanha.
Estimulada: Lula consolida liderança no primeiro turno
Quando apresentados aos nomes dos candidatos, Lula oscila entre 39% e 40% nos três cenários testados.
Flávio Bolsonaro mantém-se na faixa de 32% a 34%, consolidando-se como principal adversário.
Nos cenários alternativos:
Com Eduardo Leite, o governador marca 4%.
Com Ronaldo Caiado, ele aparece com 5%.
Com Romeu Zema, os números variam entre 2% e 3%.
Aldo Rebelo e Renan Santos registram 2% nos cenários em que são testados.
O quadro indica polarização consistente entre dois polos principais, enquanto os demais nomes ainda não demonstram capacidade de romper a concentração de votos.
Segundo turno: empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro
O dado mais sensível do levantamento aparece na simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O presidente marca 42%, contra 41% do senador, diferença dentro da margem de erro. Trata-se, na prática, de um empate técnico.
Nos demais cenários de segundo turno, Lula vence com margem mais confortável:
Contra Eduardo Leite: 46% a 35%.
Contra Ratinho Jr.: 43% a 39%.
Contra Romeu Zema: 44% a 35%.
Contra Ronaldo Caiado: 45% a 36%.
Contra Aldo Rebelo e Renan Santos, a vantagem supera os 30 pontos percentuais.
A fotografia sugere que a disputa nacional tende a se estruturar em torno da polarização já consolidada no país.
Avaliação do governo: desaprovação supera aprovação
A pesquisa também mediu a percepção sobre o governo federal.
44% aprovam a gestão, enquanto 51% desaprovam. Na avaliação qualitativa do trabalho do presidente, 26% consideram ótimo ou bom, 27% regular e 46% classificam como ruim ou péssimo.
Os números indicam um governo com base eleitoral sólida, mas enfrentando resistência majoritária no momento da coleta.
Um cenário aberto
A combinação de liderança no primeiro turno, disputa apertada no segundo e índices relevantes de indecisos revela um cenário competitivo.
Há vantagem, mas não há definição.
A pouco mais de um ano do calendário eleitoral ganhar intensidade formal, o quadro permanece dinâmico, e altamente dependente da evolução econômica, política e da capacidade de mobilização das candidaturas.