Paes lidera corrida pelo governo do Rio, enquanto disputa pelo Senado mostra cenário aberto

Os dados fazem parte de levantamento do Instituto Real Time Big Data, realizado com 2.000 entrevistados, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Registro da pesquisa: RJ-04191/2026.

O tabuleiro eleitoral do Rio começa a ganhar forma

O tabuleiro político do Rio de Janeiro começou a se movimentar com mais nitidez, e a nova rodada de números eleitorais revela um cenário que mistura vantagem confortável, disputas fragmentadas e um Senado ainda em construção.

Na corrida pelo Palácio Guanabara, o prefeito da capital aparece com larga vantagem nos cenários testados, chegando a ultrapassar a marca simbólica da maioria absoluta em uma das simulações. Ao mesmo tempo, adversários disputam espaço em um campo ainda pulverizado.

Já na corrida ao Senado, a fotografia é diferente: ninguém dispara, e o eleitorado se distribui entre diversos nomes conhecidos da política fluminense, abrindo espaço para mudanças ao longo da campanha.

Enquanto isso, a avaliação do atual governo estadual mostra um retrato típico de momentos de transição política: aprovação e desaprovação praticamente empatadas.

Corrida pelo governo começa com liderança clara

No primeiro cenário estimulado para o governo do estado, Eduardo Paes aparece com 46% das intenções de voto, bem à frente dos demais nomes.

Na sequência surgem:

  • Douglas Ruas – 13%

  • Ítalo Marsili – 5%

  • Wilson Witzel – 5%

  • William Siri – 3%

  • Bombeiro Rafa Luz – 2%

Outros 10% declaram voto nulo ou branco, enquanto 16% ainda não sabem ou não responderam.

O número chama atenção porque indica que, neste momento, a disputa começa com um candidato bastante consolidado e um grupo grande disputando o segundo lugar.

Entrada da esquerda reorganiza parcialmente o cenário

No segundo cenário testado, com a presença de André Ceciliano, há uma leve redistribuição de votos.

Os números ficam assim:

  • Eduardo Paes – 42%

  • Douglas Ruas – 11%

  • André Ceciliano – 9%

  • Ítalo Marsili – 5%

  • Wilson Witzel – 5%

  • William Siri – 2%

  • Bombeiro Rafa Luz – 2%

Mesmo com a entrada de um novo nome competitivo, Paes continua isolado na liderança, enquanto os demais candidatos seguem dividindo o eleitorado.

O cenário mostra um dado clássico do início das campanhas: a fragmentação da oposição costuma favorecer quem lidera.

Simulação direta amplia vantagem

No terceiro cenário, mais enxuto, a vantagem se amplia ainda mais.

  • Eduardo Paes – 51%

  • Douglas Ruas – 19%

Nesse caso, o prefeito ultrapassa a barreira da maioria absoluta, algo que, se se mantivesse em uma eleição real, indicaria vitória já no primeiro turno.

Ainda assim, 30% do eleitorado permanece fora da disputa direta, entre votos nulos, brancos ou indecisos.

Rejeição mostra obstáculos para vários candidatos

Outro indicador importante da pesquisa é a taxa de rejeição, ou seja, em quem o eleitor afirma que não votaria de jeito nenhum.

Os números mostram:

  • Wilson Witzel – 52%

  • Eduardo Paes – 39%

  • André Ceciliano – 38%

  • William Siri – 26%

  • Douglas Ruas – 23%

  • Ítalo Marsili – 19%

  • Bombeiro Rafa Luz – 17%

O dado sugere que alguns nomes enfrentam barreiras eleitorais importantes, já que rejeições muito altas costumam dificultar crescimento durante a campanha.

Governo Cláudio Castro divide opiniões

A pesquisa também mediu a avaliação do atual governador.

O resultado mostra um cenário de equilíbrio:

  • 44% aprovam o governo

  • 44% desaprovam

  • 12% não souberam responder

Na avaliação detalhada:

  • Ótimo ou bom – 26%

  • Regular – 42%

  • Ruim ou péssimo – 27%

Esse tipo de distribuição costuma indicar um governo com avaliação intermediária, sem rejeição dominante, mas também sem forte capital político.

Senado: disputa mais aberta

Se a corrida para o governo começa com liderança clara, a eleição para o Senado aparece muito mais imprevisível.

No primeiro cenário consolidado (considerando primeiro e segundo votos), os números são:

  • Cláudio Castro – 23%

  • Marcelo Crivella – 15%

  • Benedita da Silva – 12%

  • Rodrigo Pimentel – 12%

  • Márcio Canella – 7%

  • Otoni de Paula – 6%

Com 14% de votos nulos/brancos e 11% de indecisos, o cenário indica grande espaço para mudanças.

Mudança de nomes altera parcialmente o quadro

No segundo cenário para o Senado, com troca de alguns candidatos, a distribuição fica:

  • Cláudio Castro – 24%

  • Rodrigo Pimentel – 14%

  • Benedita da Silva – 12%

  • Pedro Paulo – 10%

  • Márcio Canella – 7%

  • Otoni de Paula – 6%

Aqui novamente aparece um dado relevante: nenhum candidato se aproxima de uma liderança dominante, mantendo a disputa aberta.

Um retrato inicial do jogo político

A pesquisa oferece uma fotografia de um momento inicial da corrida eleitoral.

Os números indicam três tendências claras:

  • uma liderança consolidada na disputa pelo governo

  • um campo adversário ainda fragmentado

  • uma eleição para o Senado bastante competitiva

Em outras palavras, o tabuleiro já começou a ser montado, mas muitas peças ainda podem se mover até o dia da eleição.