41% no Rio: Flávio Bolsonaro lidera enquanto Lula enfrenta alta rejeição

A disputa presidencial no estado do Rio de Janeiro começa a revelar contornos claros, mas ainda longe de um desfecho previsível. Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-04367/2026 mostra um cenário de forte polarização entre o ex-presidente Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem consistente do senador nos três cenários testados. Os números também revelam um eleitorado dividido, altas taxas de rejeição entre os principais nomes e um ambiente político marcado por desconfiança e avaliação crítica do governo federal.

Liderança consistente de Flávio Bolsonaro

Nos três cenários estimulados avaliados entre eleitores fluminenses, Flávio Bolsonaro aparece na liderança e mantém um desempenho bastante estável, sempre na faixa dos 40% das intenções de voto.

No primeiro cenário testado, Flávio Bolsonaro registra 40%, enquanto Lula aparece com 35%. Os demais nomes surgem bem mais distantes: Ratinho Júnior alcança 6%, Romeu Zema 4%, enquanto Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com 1% cada. O resultado indica uma vantagem de cinco pontos para o senador, embora dentro de um ambiente eleitoral ainda competitivo.

Quando Ratinho Júnior deixa a disputa e o nome testado passa a ser Eduardo Leite, o cenário praticamente não se altera. Flávio Bolsonaro sobe levemente para 41%, enquanto Lula chega a 36%. Romeu Zema registra 5%, Eduardo Leite aparece com 3%, e os demais candidatos permanecem na casa de 1%.

No terceiro cenário, com Ronaldo Caiado incluído na disputa, o quadro volta a se aproximar do primeiro teste. Flávio Bolsonaro marca 40%, contra 35% de Lula, enquanto os demais nomes continuam com presença eleitoral reduzida.

A estabilidade dos números entre os diferentes cenários sugere que o eleitorado do estado já apresenta preferências relativamente consolidadas entre os dois principais polos da disputa.

Polarização também se reflete na rejeição

Se nas intenções de voto a disputa aparece concentrada entre dois nomes, a rejeição também acompanha essa lógica de polarização.

Lula aparece como o candidato com maior índice de rejeição entre os eleitores fluminenses: 51% afirmam que não votariam nele de forma alguma. Logo em seguida surge Flávio Bolsonaro, com 48% de rejeição.

O resultado indica que ambos mobilizam eleitorados fortes, mas também enfrentam resistência significativa fora de suas bases políticas.

Entre os demais nomes testados, os índices de rejeição são menores, reflexo direto da menor exposição nacional. Ronaldo Caiado aparece com 32%, Aldo Rebelo com 29%, Romeu Zema com 28%, Eduardo Leite com 27% e Ratinho Júnior com 25%. Renan Santos registra 22%.

Em disputas polarizadas, esse tipo de configuração é relativamente comum: os candidatos mais competitivos acumulam simultaneamente altos índices de apoio e de rejeição.

Avaliação do governo Lula é majoritariamente negativa

O levantamento também investigou como os eleitores do Rio de Janeiro avaliam o governo do presidente Lula. O resultado indica um cenário desfavorável para o Palácio do Planalto no estado.

A gestão é aprovada por 38% dos entrevistados, enquanto 56% afirmam desaprovar o governo. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

Quando a avaliação é detalhada, o quadro continua crítico. Apenas 29% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 48% o consideram ruim ou péssimo. Outros 20% avaliam a gestão como regular, e 3% não opinaram.

Níveis elevados de desaprovação costumam ter impacto direto no desempenho eleitoral de candidatos associados ao governo federal, especialmente em disputas presidenciais.

Um cenário competitivo, mas marcado pela polarização

Tradicionalmente um dos estados mais relevantes nas eleições nacionais, o Rio de Janeiro apresenta neste momento um ambiente político claramente polarizado.

A vantagem inicial de Flávio Bolsonaro nos cenários testados sugere um cenário favorável ao campo político do senador no estado neste momento. Ao mesmo tempo, o patamar de cerca de 35% das intenções de voto de Lula indica que o ex-presidente mantém uma base eleitoral consolidada entre os fluminenses.

Com índices de rejeição elevados para os dois principais nomes e outros candidatos ainda com baixa presença no eleitorado, o quadro aponta para uma disputa que tende a permanecer concentrada entre dois polos — embora ainda sujeita a mudanças ao longo do processo eleitoral.