52% rejeitam Lula no Amazonas e disputa com Flávio Bolsonaro segue em empate técnico

A mais recente pesquisa realizada no estado do Amazonas revela um cenário de alta polarização na corrida presidencial e um nível elevado de rejeição aos principais nomes. O levantamento, registrado sob o número BR-04103/2026, mostra um eleitorado dividido, com oscilações pequenas entre cenários e um ambiente político ainda indefinido.

Polarização domina todos os cenários estimulados

Nos três cenários testados para presidente, o padrão se repete: disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, sempre dentro da margem de empate técnico.

No primeiro cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 41%, enquanto Lula registra 40%. Nos demais, a variação é mínima, Flávio chega a 42% em dois cenários, enquanto Lula oscila entre 40% e 41%.

Os demais nomes testados não conseguem romper a polarização. Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Eduardo Leite aparecem com percentuais baixos, enquanto outros candidatos permanecem praticamente residuais, sem impacto relevante no quadro geral.

O dado central é claro: no Amazonas, a eleição presidencial segue concentrada em dois polos, com pouca abertura, até aqui, para uma terceira via competitiva.

Terceira via não decola

Apesar da inclusão de diferentes nomes nos cenários, nenhum deles ultrapassa a faixa de um dígito. Mesmo figuras com projeção nacional aparecem distantes dos líderes.

Isso indica que, ao menos neste momento, o eleitorado amazonense ainda não incorporou alternativas fora da polarização principal. A fragmentação das candidaturas fora dos dois principais nomes também contribui para esse cenário de baixa competitividade.

Rejeição elevada impõe limite aos líderes

Se a intenção de voto mostra equilíbrio, os índices de rejeição ajudam a explicar por que a disputa permanece travada.

Lula lidera a rejeição com 52%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 47%. Ambos carregam índices elevados, o que limita o potencial de crescimento e mantém o eleitorado dividido.

Outros nomes aparecem com rejeição significativamente menor, mas também sem força suficiente para converter esse dado em intenção de voto competitiva.

O número de eleitores que afirmam poder votar em todos os candidatos é mínimo, o que reforça o ambiente de forte rejeição e pouca flexibilidade do eleitor.

Governo Lula enfrenta desgaste no estado

A avaliação do governo federal no Amazonas ajuda a entender o cenário eleitoral. Segundo a pesquisa, 54% desaprovam a gestão de Lula, enquanto 42% aprovam.

Quando a análise é mais detalhada, 45% classificam o governo como ruim ou péssimo, contra 29% que o avaliam como ótimo ou bom. Outros 24% consideram a gestão regular.

Os números indicam um desgaste relevante da atual administração no estado, o que pode influenciar diretamente o desempenho eleitoral do presidente.

Cenário aberto, mas travado

A combinação de empate técnico nas intenções de voto com altos índices de rejeição desenha um cenário peculiar: a disputa está aberta, mas ao mesmo tempo travada.

Sem um candidato capaz de romper a barreira da rejeição ou ampliar significativamente sua base, a tendência é de manutenção do equilíbrio no curto prazo.

No Amazonas, o retrato atual da eleição presidencial é de polarização consolidada, rejeição elevada e ausência de alternativas viáveis fora dos dois principais campos políticos, um cenário que ainda pode evoluir, mas que, por ora, permanece rigidamente dividido.