ACM Neto lidera, Jerônimo resiste e disputa pelo Senado esquenta o tabuleiro político
A mais recente pesquisa eleitoral realizada pela Real Time Big Data, registrada sob o número BA-08855/2026, revela um cenário político competitivo na Bahia e antecipa uma disputa que tende a ganhar intensidade nos próximos meses. O levantamento mostra uma corrida apertada para o governo do estado, níveis elevados de rejeição entre os principais adversários e um quadro ainda aberto na disputa pelo Senado Federal. Os números ajudam a compreender como o eleitor baiano avalia o atual governo e quais forças políticas largam na frente na corrida de 2026.
Corrida pelo Governo começa com disputa apertada
No cenário estimulado para o governo da Bahia, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança com 44% das intenções de voto. Em seguida surge o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), com 39%, configurando um cenário de disputa direta entre os dois principais polos políticos do estado.
Mais atrás aparecem José Carlos Aleluia (Novo) e Ronaldo Mansur (PSOL), ambos com 2% das intenções de voto. Outros 8% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 5% dizem não saber ou preferem não responder.
Os números indicam uma corrida competitiva e sinalizam que a polarização política que marcou eleições recentes na Bahia tende a se repetir. A distância entre os dois principais nomes permanece relativamente curta, o que aponta para uma disputa aberta, especialmente considerando o elevado contingente de eleitores que ainda não se posicionaram de forma definitiva.
Rejeição elevada entre os principais candidatos
A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos ao governo, permitindo que os entrevistados indicassem em quem não votariam de forma alguma. O resultado mostra que os dois principais nomes da disputa enfrentam níveis semelhantes de resistência no eleitorado.
O governador Jerônimo Rodrigues registra 43% de rejeição, enquanto ACM Neto aparece muito próximo, com 42%. Já José Carlos Aleluia apresenta 33%, e Ronaldo Mansur tem 20%.
A rejeição elevada dos dois líderes da corrida eleitoral indica um ambiente de disputa polarizada, no qual ambos possuem eleitorados consolidados, mas também enfrentam barreiras importantes para ampliar suas bases de apoio. Apenas 2% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em todos os nomes apresentados, enquanto 3% não souberam ou não quiseram responder.
Avaliação do governo Jerônimo mostra o estado dividido
Outro ponto importante do levantamento é a avaliação da gestão do atual governador. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados aprovam o governo de Jerônimo Rodrigues, enquanto 50% desaprovam a administração estadual. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Quando a avaliação é detalhada, 25% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 43% consideram regular. Já 31% avaliam a gestão como ruim ou péssima, com 1% de indecisos.
Esse quadro mostra um governo que mantém uma base relevante de apoio, mas que enfrenta um nível significativo de insatisfação, cenário que pode influenciar diretamente a dinâmica da disputa eleitoral caso o governador opte por buscar a reeleição.
Disputa pelo Senado começa pulverizada
O levantamento também simulou cenários para a disputa ao Senado Federal. No cenário 1, o ex-governador Rui Costa (PT) lidera com 27% das intenções de voto. Em seguida aparecem Jacques Wagner (PT) com 21%, Ângelo Coronel com 18%, e João Roma (PL) com 14%.
Além deles, 11% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 9% disseram não saber ou preferiram não responder.
O resultado sugere um cenário competitivo, com três nomes concentrando boa parte das preferências do eleitorado e um contingente relevante ainda em posição de indecisão.
Novo cenário para o Senado mantém liderança de Rui Costa
No cenário 2 testado pela pesquisa, a liderança permanece com Rui Costa, que aparece com 26% das intenções de voto. Jacques Wagner surge novamente na segunda colocação, com 20%, seguido por Ângelo Coronel, que registra 19%.
Nesse cenário aparece também o nome de Aroldo Cedraz, que obtém 11% das intenções de voto. Já 12% dos entrevistados afirmaram votar em branco ou nulo, enquanto outros 12% disseram não saber ou preferiram não responder.
Os números indicam que a disputa pelo Senado ainda possui espaço para movimentações políticas e possíveis alianças, especialmente considerando a fragmentação do eleitorado e o volume significativo de indecisos.
Um cenário político ainda em construção
Os resultados da pesquisa mostram que o cenário eleitoral na Bahia ainda está em formação. A disputa pelo governo apresenta sinais claros de polarização, com dois nomes concentrando a preferência do eleitorado, enquanto a corrida pelo Senado aparece mais aberta e sujeita a rearranjos políticos.
Ao mesmo tempo, a avaliação dividida do governo estadual sugere que o desempenho da gestão de Jerônimo Rodrigues pode se tornar um fator decisivo no rumo da eleição. Em um ambiente político competitivo e com alto grau de rejeição entre os principais nomes, cada movimento estratégico tende a ter impacto direto na consolidação das candidaturas e na formação das alianças para a disputa de 2026.