Cleitinho dispara na corrida pelo governo enquanto Senado tem disputa aberta e alta indecisão
A mais recente pesquisa eleitoral realizada pelo Real Time Big Data revela um cenário político movimentado em Minas Gerais para as eleições de 2026. O levantamento, registrado sob o número MG-06562/2026, mostra liderança consolidada em alguns cenários para o governo estadual, alto índice de aprovação do atual governador e uma corrida ainda bastante indefinida para o Senado Federal. Os números ajudam a desenhar as primeiras pistas de como o eleitor mineiro começa a se posicionar para a próxima disputa.
Cleitinho larga na frente na maioria dos cenários para governador
Nos cenários estimulados para o governo estadual, o senador Cleitinho Azevedo aparece como principal protagonista da disputa. No primeiro cenário testado, ele soma 34% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que registra 19%. Na sequência aparecem Alexandre Kalil com 11%, Matheus Simões com 9%, além de Gabriel Azevedo e Vittorio Medioli empatados com 7%.
A vantagem de Cleitinho se mantém, e até cresce, em outros cenários. Quando alguns adversários são retirados da disputa, o senador chega a 39% e 40% das intenções de voto, consolidando-se como o nome mais competitivo entre os testados. O dado sugere um eleitorado consolidado e forte presença popular, característica que já marcou sua trajetória política recente no estado.
Disputa muda de forma sem Cleitinho
Quando o nome de Cleitinho não aparece no cenário, o quadro eleitoral muda de maneira significativa. Nesse ambiente, Rodrigo Pacheco assume a liderança com 30%, enquanto Matheus Simões aparece com 18% e Gabriel Azevedo soma 12%.
Outro cenário sem o senador coloca Alexandre Kalil na liderança com 25%, seguido por Matheus Simões com 19%. Esses resultados mostram que a presença ou ausência de determinados nomes altera significativamente o equilíbrio da disputa e evidencia a fragmentação do eleitorado mineiro.
Rejeição elevada entre os principais nomes
A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Os números mostram que dois dos nomes mais conhecidos da política mineira concentram os maiores índices de resistência.
Cleitinho registra 42% de rejeição, enquanto Alexandre Kalil aparece logo atrás com 41%. Rodrigo Pacheco tem 33%, seguido por Vittorio Medioli com 25% e Matheus Simões com 24%.
Os dados indicam que, embora alguns candidatos liderem cenários de intenção de voto, também enfrentam parcelas significativas do eleitorado que afirmam não votar neles de forma alguma, fator que pode se tornar decisivo em uma eventual campanha polarizada.
Governo Zema mantém aprovação majoritária
A avaliação da gestão do governador Romeu Zema segue majoritariamente positiva. Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados aprovam a administração, enquanto 36% desaprovam.
Na avaliação qualitativa do governo, 30% classificam a gestão como ótima ou boa, 36% avaliam como regular e 31% consideram ruim ou péssima. Os números indicam uma base de aprovação relevante para o governo estadual, mas também mostram um eleitorado dividido quanto à qualidade da gestão.
Senado aberto e com alto índice de indecisão
Se a disputa para o governo apresenta lideranças claras em alguns cenários, o quadro para o Senado Federal ainda é marcado por incerteza.
No cenário testado, a deputada Marília Campos lidera com 20% das intenções de voto. Logo atrás aparecem Carlos Viana e Marcelo Aro empatados com 13%. Na sequência surgem Alexandre Silveira com 11% e Domingos Sávio com 10%.
O deputado Euclydes Pettersen aparece com 3%.
Um dos dados mais relevantes é o tamanho da indecisão: 18% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, além de 12% de votos brancos ou nulos. Na prática, isso significa que quase um terço do eleitorado ainda não tem posição definida na corrida pelas duas vagas em disputa.
Um cenário ainda em formação
A fotografia revelada pela pesquisa mostra um estado politicamente movimentado, com liderança consolidada em alguns cenários para o governo, aprovação significativa do atual governador e uma disputa para o Senado ainda longe de qualquer definição.
Com poucos meses até o início oficial da campanha, alianças, definições de candidaturas e o desempenho das principais lideranças políticas ainda podem redesenhar o cenário eleitoral em Minas Gerais.