Tarcísio lidera todos os cenários e tem 63% de aprovação em São Paulo, aponta pesquisa Real Time Big Data

O governador de São Paulo aparece em posição dominante na corrida eleitoral de 2026 segundo levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data (SP-00705-2026). A pesquisa mostra liderança consistente de Tarcísio de Freitas em todos os cenários testados para o governo do estado, além de altos índices de aprovação da gestão.

O estudo ouviu 2.000 eleitores entre os dias 6 e 7 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Liderança consolidada nos cenários para governador

Nos nove cenários estimulados apresentados aos eleitores, Tarcísio aparece sempre na liderança. Dependendo da composição de adversários, o governador oscila entre 43% e 55% das intenções de voto, mantendo vantagem confortável sobre os demais concorrentes.

No cenário em que enfrenta o ex-prefeito da capital Fernando Haddad e outros candidatos, Tarcísio registra 47%, contra 31% de Haddad. Já em simulações contra nomes de centro ou centro-direita, como Geraldo Alckmin, a disputa se mantém favorável ao atual governador, que aparece com 44%, frente a 33% do adversário.

Em cenários com candidaturas alternativas, como Simone Tebet ou Márcio França, o desempenho do governador se amplia, chegando a 55% das intenções de voto.

Os números indicam uma liderança relativamente estável independentemente da configuração do quadro eleitoral.

Aprovação da gestão ultrapassa 60%

Outro indicador relevante do levantamento é a avaliação da administração estadual.

Segundo a pesquisa, 63% dos eleitores aprovam o governo Tarcísio, enquanto 32% desaprovam e 5% não souberam ou preferiram não responder.

Quando a avaliação é detalhada, 43% classificam a gestão como ótima ou boa, 33% consideram regular e 22% avaliam como ruim ou péssima.

Esse nível de aprovação ajuda a explicar a vantagem observada nos cenários eleitorais simulados.

Rejeição mostra polarização entre principais nomes

A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos possíveis candidatos ao governo.

O maior percentual aparece com Fernando Haddad, citado por 35% dos entrevistados como alguém em quem não votariam. Na sequência surgem:

  • Geraldo Alckmin — 29%

  • Tarcísio de Freitas — 29%

  • Márcio França — 27%

  • Guilherme Derrite — 26%

Especialistas observam que índices mais altos de rejeição costumam acompanhar nomes mais conhecidos do eleitorado, o que ajuda a explicar os números.

Cenários para o Senado mostram disputa mais aberta

Enquanto a corrida para o governo apresenta um líder claro, o cenário para o Senado se mostra mais fragmentado.

Em diferentes simulações, nomes como Simone Tebet e Marina Silva aparecem frequentemente nas primeiras posições, com percentuais próximos e vantagem variável conforme a composição da disputa.

Em um dos cenários, por exemplo, Simone Tebet registra 20%, seguida por Marina Silva com 18%, enquanto outros nomes aparecem em patamares menores.

Outro dado relevante é o volume significativo de eleitores indecisos ou que declaram voto nulo ou branco, que em alguns cenários ultrapassa 25%, indicando espaço para movimentação política até o período eleitoral.

Quadro ainda distante da eleição

Apesar das tendências observadas, analistas destacam que o cenário eleitoral ainda pode sofrer alterações ao longo dos próximos meses, especialmente com a definição de candidaturas e alianças partidárias.

Mesmo assim, o levantamento atual aponta que o governador Tarcísio de Freitas entra no debate eleitoral com alto nível de aprovação e liderança consistente nas simulações de voto, fatores que tendem a influenciar a dinâmica da disputa nos próximos anos.