Lula passa dos 40% no Pará e rejeição vira problema da oposição

A mais recente pesquisa presidencial realizada no Pará pelo Instituto Real Time Big Data revela um cenário de vantagem consistente para o presidente Lula. Em todos os cenários estimulados, o petista lidera com folga e se beneficia de um dado-chave da disputa: se sua rejeição é alta, a de seu principal adversário é ainda maior, o que limita qualquer tentativa de encurtar a corrida eleitoral no estado.
Registrado no TSE sob o número BR-06815/2026, o levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 2 e 3 de fevereiro de 2026.

Cenário 01: liderança consolidada

No cenário estimulado principal, Lula soma 43% das intenções de voto no Pará. Em segundo lugar aparece Flávio Bolsonaro (PL), com 25%, abrindo uma diferença de 18 pontos percentuais entre os dois polos centrais da disputa.

Os demais candidatos registram desempenho residual:

  • Ratinho Jr. (PSD): 7%

  • Romeu Zema (Novo): 1%

  • Aldo Rebelo (DC): 1%

  • Renan Santos (Missão): 1%

Votos nulos ou brancos somam 9%, enquanto 13% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Cenário 02: terceira via sem tração

Quando o nome de Eduardo Leite (PSDB) é incluído no lugar de Ratinho Jr., o cenário não se fragmenta. Pelo contrário, há reforço na polarização.

  • Lula alcança 46%

  • Flávio Bolsonaro chega a 27%

  • Eduardo Leite permanece com 1%

Os índices de nulos (9%) e indecisos (14%) mantêm-se praticamente inalterados.

O resultado indica que, no Pará, candidaturas fora do eixo principal não conseguem ocupar espaço relevante no eleitorado.

Cenário 03: divisão da direita não afeta o líder

A entrada de Ronaldo Caiado (União Brasil) altera parcialmente o campo oposicionista.

  • Lula registra 44%

  • Flávio Bolsonaro cai para 26%

  • Ronaldo Caiado aparece com 5%

Os demais nomes seguem com 1%, enquanto nulos e indecisos permanecem em 9% e 13%, respectivamente.

O dado sugere que a presença de Caiado divide o eleitorado de direita, sem reduzir a vantagem do presidente.

Rejeição: obstáculo central da oposição

Os índices de rejeição ajudam a compreender a estabilidade do cenário.

  • Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos entrevistados

  • Lula apresenta rejeição de 41%

Apesar de elevados, os números indicam que o principal nome da oposição enfrenta uma barreira maior para ampliar sua base eleitoral, criando um teto difícil de romper.

Avaliação do governo mantém saldo positivo

A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo federal.

  • 49% aprovam a atuação do presidente

  • 45% desaprovam

  • 6% não souberam responder

Na avaliação qualitativa do governo:

  • Ótimo ou bom: 41%

  • Regular: 22%

  • Ruim ou péssimo: 35%

Os dados indicam um ambiente polarizado, porém com saldo positivo suficiente para sustentar a liderança eleitoral.

Leitura geral do cenário

O retrato desenhado pela pesquisa mostra um eleitorado dividido, mas com assimetria clara entre governo e oposição. Lula lidera todos os cenários testados, enquanto seus adversários enfrentam níveis de rejeição que dificultam qualquer avanço consistente.

No Pará, ao menos neste momento, a disputa não é marcada pela indefinição no topo, mas pela incapacidade da oposição de reduzir a distância que a separa do presidente.