RS entra em zona de indefinição: disputa ao governo fragmentada e Senado com empate técnico acendem alerta para 2026

A mais recente pesquisa registrada sob o número RS-02550/2026 revela um cenário aberto no Rio Grande do Sul, com liderança sem folga, rejeições elevadas e forte dispersão de votos, tanto na corrida ao Palácio Piratini quanto na disputa pelo Senado.

Corrida ao governo: liderança existe, mas não há controle do jogo

Nos três cenários testados, Luciano Zucco aparece à frente, variando entre 31% e 36%. A vantagem, porém, está longe de consolidar domínio.

A presença de Juliana Brizola e Edegar Pretto fragmenta o campo adversário, mas também impede qualquer avanço isolado mais robusto. Ambos orbitam a faixa de 20% a 30%, dependendo do cenário.

Gabriel Souza aparece de forma consistente na terceira colocação, com desempenho estável, mas ainda distante da polarização principal.

O dado central aqui é simples: liderança, mas não hegemonia.

Segundo turno: vantagem de Zucco é real, mas longe de decisiva

Nos cenários simulados de segundo turno, Zucco vence todos os confrontos, mas sem margem confortável.

Contra Juliana Brizola, a diferença é mínima e dentro da margem. diante de Edegar Pretto, o desempenho melhora, mas ainda com um contingente expressivo de indecisos e votos brancos.

Isso indica um ponto crítico: o eleitor gaúcho ainda não está completamente engajado na escolha final. O segundo turno, hoje, está mais aberto do que os números brutos sugerem.

Rejeição elevada trava crescimento dos principais nomes

Os três principais postulantes carregam rejeições altas e muito próximas:

  • Edegar Pretto: 39%

  • Juliana Brizola: 38%

  • Luciano Zucco: 36%

Esse é um dos dados mais relevantes da pesquisa. A rejeição elevada cria um teto de crescimento e aumenta a probabilidade de deslocamentos tardios no eleitorado.

Na prática, significa que o voto ainda pode migrar, e bastante.

Governo Eduardo Leite: aprovação sólida influencia o tabuleiro

A gestão de Eduardo Leite registra 59% de aprovação, com apenas 36% de desaprovação.

Além disso, 37% avaliam o governo como ótimo ou bom, contra 24% que o consideram ruim ou péssimo.

Esse patamar sustenta o capital político do governador e ajuda a explicar a competitividade de nomes ligados ao seu campo, especialmente em cenários onde seu apoio pode ser decisivo.

Senado: empate técnico com números expõe disputa fragmentada

A corrida ao Senado é, hoje, o cenário mais embolado da pesquisa.

No Cenário 01 (sem Eduardo Leite), o consolidado dos dois votos mostra:

  • Manuela D’Ávila: 18%

  • Marcel Van Hattem: 18%

  • Sanderson: 17%

  • Paulo Pimenta: 13%

  • Germano Rigotto: 12%

O dado é direto: um bloco de três nomes na dianteira, tecnicamente empatados, seguido por outros dois ainda competitivos. Não existe liderança isolada.

no Cenário 02 (com Eduardo Leite), o equilíbrio se intensifica:

  • Eduardo Leite: 16%

  • Manuela D’Ávila: 16%

  • Marcel Van Hattem: 16%

  • Sanderson: 16%

  • Paulo Pimenta: 13%

  • Germano Rigotto: 11%

Aqui, quatro candidatos aparecem rigorosamente empatados na liderança, dentro de qualquer margem de erro razoável.

Mais do que um empate, o que os números mostram é uma disputa sem eixo dominante.

Outro ponto decisivo está na estrutura do voto: no primeiro voto, mais concentração; no segundo, dispersão e alta taxa de indecisão. Isso indica que o segundo voto não é apenas complementar, ele será determinante.

Na prática, vence quem conseguir ser, ao mesmo tempo, escolha principal de um grupo e alternativa aceitável para outro.

Conclusão: eleição aberta, volátil e com alto potencial de mudança

A fotografia atual do Rio Grande do Sul é de uma eleição sem dono.

lideranças pontuais, mas nenhuma consolidada. rejeições altas, mas distribuídas. aprovação de governo relevante, mas ainda sem tradução direta em voto majoritário.

É o tipo de cenário onde campanha, alianças e erros estratégicos terão peso decisivo.

E, principalmente, onde a eleição começa de verdade quando parecer que deveria estar decidida.